terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Bacupari, nosso pequeno mangostão


Foi justamente na época do Natal que descobri que a pequena muda que havia comprado no viveiro Ciprest, lá de Limeira, já começava a dar os primeiros frutos. Nem me lembrava mais, pra dizer a verdade. Estávamos andando, Marcos e eu,  pela braquiária alta no sítio em Piracaia quando nos deparamos com o arbusto e seus frutinhos amarelos. Fiquei numa felicidade só. O sabor é como o de um mangostão, só que mais ácido. Pensei logo numa caipirinha. Foi o que deu pra fazer com a pequena quantidade que conseguimos colher.

Sorte que ganhei uma baciada do amigo Fernando que também tem em seu sítio em São Francisco Xavier. Chupei um montão - é como comer jabuticabas. O caroço é grande e a polpa além de escassa é bem aderida à semente. Para fazer suco, achei mais fácil bater tudo no liquidificador e coar. Outra opção é cozinhar a fruta inteira como jabuticaba e peneirar. Aí basta diluir com mais água e vira um refresco delicioso.

Quase como uma cerveja 
Paiauaru de bacupari:  foi do caldo da fruta cozida que fiz uma bebida fermentada. Basicamente é a mesma receita do paiauaru de abacaxi, só que de bacupari. Basta cobrir as frutas com água e cozinhar até rachar e amolecer. Passei por peneira e obtive um caldo bem perfumada. De resto, usei as mesmas medidas e a mesma técnica que usei para o paiauaru.

A Garcinia gardneriana pode ser chamada também de bacopari, bacoparé, bacopari-miúdo, bacuri-miúdo, escropari, limãozinho ou mangostão-amarelo, e pode ser encontrada em todo o Brasil, da Amazônia ao Sul, mas não é uma fruta muito comum.


Para a caipirinha: um pouco da fruta junto com limão e xarope de açúcar ,
cachaça e gelo 

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