
Estou há duas semanas falando dos pratos feitos pela Mari Hirata, com a ajuda de várias pessoas, incluindo esta privilegiada que vos fala, e ainda assim vou deixar algumas coisas para trás ou para depois. É o caso do tofu, de que falarei depois de testar eu mesma a receita, já que não acompanhei o preparo nem fotografei (mas comi, é o que importa, e ela me deu a fórmula que deve, se tudo correr como está previsto, resultar num tofu como o que foi servido - delicado na textura e com sabor maravilhoso). Para este sagu ela usou “pérolas do japão”, que é o nome das bolinhas de sagu feitas do mesmo amido de mandioca que as nossas, só que maiores e uniformes. E bem caras, segundo a Mari. Mas vale tentar com o nosso sagu se não encontrar as bolas grandes (eu já comprei na Liberdade, mas era daquele sagu tostado, de sabor meio estranho – ou eu não soube fazer). A diferença para o preparo tradicional, como conhecemos, é que as bolinhas da Mari são cozidas em bastante água, como macarrão, depois são enxaguadas para extrair o amido solto e terminam a cocção na calda de vinho. Mais uma vez as bolinhas são tiradas do líquido e, agora, moldadas em forminhas. O vinho continua no fogo para virar uma calda que é despejada sobre o enformado de sagu. Mas, vamos à receita certinha.
As bolinhas cozinhando, o vinho flambandoSagu
1 garrafa de vinho tinto Sirah
1 xícara de açúcar cristal
4 paus de canela
4 cravos
Cascas de meia laranja e de meio limão (só a parte colorida, tirada bem fininha)
1 xícara de pérolas do Japão (sagu de bolinhas grandes)
3 litros de água fervendo
Coloque o vinho numa panela larga, aqueça e flambe para tirar parte do álcool (cuidado com o que tem em cima do fogão). Junte o açúcar, as especiarias e as cascas de laranja e de limão. Espere ferver, tampe e desligue o fogo. Deixe em infusão.
À parte, cozinhe a tapioca na água fervente por 1 hora, em fogo forte – as bolinhas devem ficar com um centro ainda não cozido, opaco. Escorra e lave em água gelada para tirar toda a goma. Retire as especiarias do vinho, ligue o fogo e quando aquecer novamente, coloque as bolinhas para que terminem de cozinhar – devem ficar totalmente translúcidas. Escorra e reserve separadamente o vinho e as bolinhas, que devem ser colocadas ainda quentes em forminhas individuais (ou em forma grande) molhadas com água. Resfrie o sagu, colocando as forminhas sobre água e gelo (na geladeira, endurece). Leve o vinho ao fogo para reduzir e ganhar a consistência de uma calda gelatinosa. Desenforme o sagu numa taça e sirva com a calda fria. Se quiser, junte pedaços de frutas cítricas ou frutas vermelhas.
Amanhã, a tão esperada Maria-mole



Este nabo (kabu) redondo é mais denso que o primo comprido. O sabor é suave e ele fica bom tanto cru quanto cozido.
A receita era mais ou menos assim:
Agora, a urbanóide da Silmara, que não conhece um pé de milho ao vivo, já sabe tudo de pamonha (aqui, com prof. Paulo Chanel, líder do Slow Food de Piracicaba). 


















Pratinho bem brasileiro: frango com guariroba, arroz com pequi, escarola refogada e pimenta





A apresentação não ficou lá estas coisas, mas foi como comer camarõezinhos fritos 
Na feira boliviana, eles são vendidos já debulhados, em saquinhos

É só separar um pouco os talharins, enfarinhar e cortar em quadradinhos



Foram servidos queijos Saint Paulin; Castle Rosso; Brigante, Gruyere e Ricota de ovelha defumada com alecrim e sal grosso. Para acompanhar: mostarda cremosa de Cremona, gelatina de vino santo, geléia de gengibre e mostarda de marmelo do Veneto.
O sorbet de figo era simplesmente a polpa do figo de forma cremosa e gelada – sem açúcar, sem nada. Impressionante de bom.